Associação de Pescadores de Jacaraípe - ASPEJ
Nego da Pesca toma posse no Conselho representando a pesca
No dia 26 de setembro de 2025, foi realizada a Cerimônia de Posse do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Norte Capixaba (CFPS Rio Doce), em Brasília/DF.
Nego da Pesca toma posse como membro do Conselho Federal representando a classe pesqueira do Estado do Espírito Santo, que foi uma das principais áreas atingidas após o desastre da Barragem do Fundão em Mariana (MG) em 2025. O conselho visa a reparação aos atingidos pelo desastre com a criação dos projetos feitos pela própria classe pesqueira.
A Cerimônia que teve a presença do presidente Lula, conta com um colegiado composto por diversas entidades, incluindo representantes de 18 ministérios, movimentos sociais, sociedade civil e representantes de moradores atingidos.
O Conselho Federal foi instituído pela Portaria SGPR Nº 56, de 24 de setembro de 2025. Será responsável pela gestão de R$ 5 bilhões destinados aos projetos das comunidades afetadas. Também atuará no controle das obrigações do Governo Federal dentro do Novo Acordo do Rio Doce, que já está em vigor desde o ano passado.
Nego da Pesca considera um marco histórico para a luta da classe pesqueira desde 2015. "Foram 10 anos de lutas intensas contra os desmandos das autoridades governamentais, da empresa Samarco Mineradora/Vale BHP e órgãos ambientais que não queriam assumir os danos causados pelo maior desastre ambiental da história do país. A partir de hoje temos um desafio muito grande e iremos trabalhar para desenvolver projetos e fiscalizar os recursos que vão beneficiar toda a comunidade pesqueira, nós que estamos no dia a dia acompanhando os problemas sabemos melhor do que ninguém como fazer com que os recursos sejam aplicados de forma que beneficiem a todos."
Maior desastre ambiental do país - o rompimento da Barragem do Fundão, ocorrido em novembro de 2015, devastou a região da Bacia do Vale do Rio Doce, que inclui 49 municípios em Minas Gerais e Espírito Santo. Foram liberadas cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos de mineração, que contaminaram o solo e as águas, vitimando 19 pessoas e boa parte da flora e da fauna. Mesmo depois de quase 10 anos do ocorrido, a pesca e a aquicultura continuam sendo inviabilizadas, com milhares de pescadores e pequenos aquicultores prejudicados.
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